
“Cratera, as crianças com segredos”
de valter hugo mãe
Sinopse de valter hugo mãe
A mulher, como belo sexo, suporta também a condenação de o ser, suscitando os mais extremos desejos do homem, por vezes ao limite das coisas, ao limite da morte. O mundo persiste falocrático e a mulher prossegue como adorada e menosprezada ao mesmo tempo.
Cratera, as crianças com segredos, propõe uma maneira mais difícil de ver uma mulher. Propõe que ela seja vista através de um homem, um actor que, nada disfarçando-se, é beatriz, a irmã de um estranho miguel que, na ausência dos pais, toma as rédeas da família que resta. miguel diz à irmã que os homens sempre olham para as mulheres como se estas estivessem nuas, e beatriz pensa que melhor seria se fosse também um homem para poder sair livremente à rua, sem perigo. mas o perigo, aqui, vem de quem se espera cuidado, vem dessa louca e complexa componente do amor, a posse, que, degenerando, facilmente chega ao grotesco e ao desumano.
esta mulher, que somos obrigados a ver através do corpo de um homem e, por isso, nos custa despir, é uma manifestação simples do desespero de se ser aprisionado por um desejo desequilibrado. É uma mulher no mundo de um homem, como se a existência, em si mesma, fosse domínio dos homens e a eles apenas devesse prestar contas.
M/16 anos
Duração aproximada: 55 minutos
7 a 23 Janeiro de 2010
4ª a sábado, às 22h
Fábrica Social – Fundação José Rodrigues
de valter hugo mãe
Sinopse de valter hugo mãe
A mulher, como belo sexo, suporta também a condenação de o ser, suscitando os mais extremos desejos do homem, por vezes ao limite das coisas, ao limite da morte. O mundo persiste falocrático e a mulher prossegue como adorada e menosprezada ao mesmo tempo.
Cratera, as crianças com segredos, propõe uma maneira mais difícil de ver uma mulher. Propõe que ela seja vista através de um homem, um actor que, nada disfarçando-se, é beatriz, a irmã de um estranho miguel que, na ausência dos pais, toma as rédeas da família que resta. miguel diz à irmã que os homens sempre olham para as mulheres como se estas estivessem nuas, e beatriz pensa que melhor seria se fosse também um homem para poder sair livremente à rua, sem perigo. mas o perigo, aqui, vem de quem se espera cuidado, vem dessa louca e complexa componente do amor, a posse, que, degenerando, facilmente chega ao grotesco e ao desumano.
esta mulher, que somos obrigados a ver através do corpo de um homem e, por isso, nos custa despir, é uma manifestação simples do desespero de se ser aprisionado por um desejo desequilibrado. É uma mulher no mundo de um homem, como se a existência, em si mesma, fosse domínio dos homens e a eles apenas devesse prestar contas.
M/16 anos
Duração aproximada: 55 minutos
7 a 23 Janeiro de 2010
4ª a sábado, às 22h
Fábrica Social – Fundação José Rodrigues
Encenação, Cenografia e Figurinos: Ana Luena; Intérpretes: Carlos António, Pedro Mendonça, Sílvia Silva; Desenho de Luz: Rui Monteiro; Música Original: Sérgio Martins e Rui Lima; Assistência de ensaios: Ricardo Couto; Coordenação Técnica, Montagem e Operação de Luz e Som: Visualight, Espectáculos Lda; Operação de luz: Rui Monteiro; Operação de Som: Eduardo Abdala; Concretização e Montagem de Cenário: Stay On The Scene; Mestra Costureira: Maria Eduarda Rodrigues; Cabelos: Carlos Almeida, pelos anjos Urbanos; Desenho Gráfico: Alexandre Martins; Fotografia: Paulo Martins; Comunicação e Assessoria de Imprensa: Vânia Cosme; Assistente de Produção: Ana Fernandes; Direcção Produção: Susana Lamarão; Criação e Produção: Teatro Bruto